Robert Olson (responsável pelo Patrimônio Literário White nas décadas de 1970 e 1980), após pesquisar diretamente nas fontes utilizadas por Ellen White, afirmou: "Ao seguir o livro de Willie, a sra. White fez várias afirmações históricas errôneas (sobre John Huss, por exemplo) que agora se consideram inexatas (...) Aceito o fato de que Ellen White seguiu a Willie muito, muito de perto – desde a página 97 até a página 110 do "The Great Controversy" (O Grande Conflito)."
E a partir daí, Robert Olson é mais contundente: "Para mim, é difícil crer que o Senhor dera a sra. White uma visão ou uma série de visões que, ao longo de quatorze páginas, coincidisse com o escritor Willie em tantos detalhes." (Robert W. Olson, "Questions and Problems to Mrs. White´s Writings on John Huss," EGW State, 1975, p. 6).
Em outras palavras, R. Olson, diretor do White State (Centro de Pesquisa dos Livros de Ellen White, com sede nos Estados Unidos), demonstrava não apenas já saber da questão do uso de outras fontes (o que era negado pela Igreja na época), mas mesmo apresentar dois sérios problemas nos escritos ‘inspirados’ de Ellen White:
Primeiro problema. Mesmo escrevendo sob inspiração, havia erros e inexatidões históricas nos escritos da sra. White.
Segundo problema. Ele, Robert Olson, duvidava que Deus houvesse revelado algumas coisas a Ellen G. White, pois ela copiou quatorze páginas consecutivas de outro autor, coincidindo em detalhes a tal ponto, que chegou mesmo a copiar seus erros.
Para ele, diretor do Centro White americano, era difícil crer que Deus houvesse revelado através de visões aqueles detalhes históricos equivocados.
E por que ele afirmava isso? Por que a própria sra. White dizia estar escrevendo sob inspiração divina:
"Enquanto eu preparava o manuscrito do "Grande Conflito", era sempre consciente da presença dos anjos de Deus. E muitas vezes as cenas sobre as quais estava escrevendo se apresentam novamente em visões à noite, de maneira que estavam sempre frescas e vívidas em minha mente." (Carta 56, 1911; O Colportor Evangelista, p. 128).
Ora, o autor da lição tenta passar aos mebros da Igreja que Ellen White tinha o mesmo tipo de inspiração que os autores bíblicos. Ele chega a comparar ela com Lucas (o autor do evangelho).
Ao falar sobre a inspiração de Lucas (o evangelista bíblico), Gerhard Pfandl diz que ele "não foi testemunha ocular dos eventos que descreveu. Em vez disso, ele escreveu sobre o que aprendeu de outros, todos, sem dúvida, sob a inspiração e direção do Espírito Santo, o que assegurou de que o que escrevia estava em harmonia com os eventos históricos e com a vontade de Deus." (Lição da Escola Sabatina, jan/fev/mar 2009, p. 60 da Lição dos Adultos – Professor, CPB).
Fica claro que, por estar sob a direção e inspiração do Espírito Santo, Lucas escreveu em harmonia com os eventos históricos e de acordo com a vontade de Deus.
E o que dizer de Ellen White, que escreveu fatos em desarmonia com os eventos históricos? O que dizer dela copiar de outros autores sem atribuir-lhes crédito (plágio)? (Fonte: Comentário enviado por Phillipe Hotman Hotman)


